Não vai ser fácil, mas vou tentar. Tenho um antecedente de fracassos nesse sentido, nem o twitter consegui escrever e olhe que lá são míseros 144 caracteres. Mas me incomoda escrever sobre banalidades (ok, esse texto não parece promissor nesse sentido), falar do que almocei, do que deixei ou não de fazer, ou simplesmente falar qualquer bobagem para os outros. Acho que penso por escrito, tenho essa mania de divagar pensando em como tais assuntos ficariam bem no blog ou no papel. Ai, quando resolvo por a mão na massa, putz, sou seduzido por outras coisas, dispersivo, não muito persistente. Preguiçoso, com todas as letras. Bem, nesse blog, além desse olhar minúsculo sobre a grandiosidade da vida, pretendo falar de assuntos que me incomodam, me espinham. Certamente, falarei de igrejas, religiões, secularismo e ateísmo. Um assunto fascinante e assustador. Assustador porque muita gente ainda acredita nesse conto da carochinha que pelo menos 2 mil anos. Vou falar de livros, de filmes, de coisas que passam pela vida, banais, filosóficas, estranhas, cotidianas e absurdas (sem nunca, nunca mesmo cair no espiritismo barato e rasteiro). Pretendo também falar de direitos humanos, política, ciência, enfim, tudo junto e misturado. Até o próximo post
"Amanhã eu começo tudo de novo." Essa é a frase preferida de Pedro. Tudo ele deixava para amanhã. Fumava e decidiu que "amanhã eu largo desse vício". Engordou também e enquando comia um brigadeiro de panela, pensava "amanhã eu paro de comer doce". Aquele livro sobre a cabeceira da cama, já estava até com teia de aranha, "amanhã eu retomo a leitura". E aquela moça que sempre dava-lhe a maior moral, "amanhã eu falo com ela". Um dia, pela manhã, encontraram Pedro morto, o cadáver já estava em rigor mortis . Os legistas dizeram que ele havia morrido durante a noite, vitimado por um fulminante ataque cardíaco. Pedro não viu o amanhã que tanto esperava.
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