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Comer, rezar e amar

 

Confesso que não esperava muito desse filme, aliás, só esperava ficar olhando para a tela enquanto Julia Roberts passava quase 2 horas e meia com cara de choro (detesto filmes longos). Mas, surpreendente, o filme é interessante, comovente e divertido.

Dividido em três partes distintas como sugere o título do filme (roteirizado a partir de um best seller), conta as desventuras de uma mulher em busca de sua própria identidade. Para isso, primeiro passa uma temporada na Itália (os italianos odiaram a retratação caricata dada a eles), depois na Índia (a parte mais chata e sonolenta do filme) e por fim, em Bali, onde encontra Javier Barden, um brasileiro com um sotaque ridículo. O final estraga um pouco a obra, mas fica parecendo uma dessas comédias românticas em que os casais se encontram aos berros em aeroportos ou coisa que o valha. Mas, fora isso, temos uma Júlia madura, bela e boa atriz, um elenco de apoio competente (ah o sorriso de James Franco). Enfim, vale a pena, é um filme delicado e que precisa ser descoberto.

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