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Ainda estou de regime, mas resolvi dar um tempo nesses lamúrios de poucas calorias ou muitas. Estou meio adoentado ultiimanente, coisas de trabalho, muitas e muitas responsabilidades. E aí, não sei por que cargas d'água fico uma verdadeira película feita do mais delicado papel no mundo. Choro por qualquer coisa, fico amuado, chateado e penso sobretudo nas mazelas do mundo. Então, vi Susan Boyle cantar, numa espécie de show de calouros britânico. Espetáculo em que a graça maior é rir da falta de noção alheia, rir da falta de percepção de . Susan estava fadada ao riso e ao escárnio não só da platéia, mas do corpo todo de jurados. Assim que ela começou a cantar, todos os queixos, inclusive o meu caiu. Susan não derrotou apenas os jurados e suas expectativas frustadas de piada com a bobagem alheia. Susan nos derrotou, me derrotou. Provou que é capaz de abrir a boca e deixar meio milhão de pessoas com o coração suspenso, derrotando as leis da fisica que imperam sobre ela (gorda, esquisita, bizarra). Mas ela canta e como canta...E Susan Boyle me fez um bem danado, não que eu vá cantar por aí, mas certamente, vou pensar que posso ser ridículo, mas ninguém faz uma torta de brócolis como eu faço...
abraços

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"Amanhã eu começo tudo de novo." Essa é a frase preferida de Pedro. Tudo ele deixava para amanhã. Fumava e decidiu que "amanhã eu largo desse vício". Engordou também e enquando comia um brigadeiro de panela, pensava "amanhã eu paro de comer doce". Aquele livro sobre a cabeceira da cama, já estava até com teia de aranha, "amanhã eu retomo a leitura". E aquela moça que sempre dava-lhe a maior moral, "amanhã eu falo com ela". Um dia, pela manhã, encontraram Pedro morto, o cadáver já estava em rigor mortis . Os legistas dizeram que ele havia morrido durante a noite, vitimado por um fulminante ataque cardíaco. Pedro não viu o amanhã que tanto esperava.

tentações

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