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diário de um regime - primeiro dia

73 quilos, gritava a balança logo cedo. Cheguei no meu limite, dizia eu. Basta e aí fiz todo aquele discurso que sempre faço para uma platéia de um homem bem só, eu mesmo. Mas agora o negócio parece sério, estou no limite daquilo que é normal para entrar no time dos que paqueram os triglicerídeos de maneira perigosa. E aí vamos nós, vou começar aqui meu diário das agruras, sofrimentos e decisões dos que passam por um regime. Hoje já comecei com um iogurte básico, levei umas nozes na bolsa (umas 6 para ser exato) e meu almoço já está arquitetado: algumas folhas e um grelhado.
O objetivo agora é chegar aos 68 sem muito esforço, atividade física e pouco açucar, ando exagerando nos doces e nas chamadas junkie food...

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o homem do amanhã

"Amanhã eu começo tudo de novo." Essa é a frase preferida de Pedro. Tudo ele deixava para amanhã. Fumava e decidiu que "amanhã eu largo desse vício". Engordou também e enquando comia um brigadeiro de panela, pensava "amanhã eu paro de comer doce". Aquele livro sobre a cabeceira da cama, já estava até com teia de aranha, "amanhã eu retomo a leitura". E aquela moça que sempre dava-lhe a maior moral, "amanhã eu falo com ela". Um dia, pela manhã, encontraram Pedro morto, o cadáver já estava em rigor mortis . Os legistas dizeram que ele havia morrido durante a noite, vitimado por um fulminante ataque cardíaco. Pedro não viu o amanhã que tanto esperava.

tentações

na esquina, havia um doce cheiro de bolo de chocolate. Na frente do mercado, ouvia-se o estalar do pão de cachorro sendo tostado, cebola, alho se destacavam entre tantos odores saborosos. Eu, em estado provisório de regime, tentei fazer careta, mas, na verdade, minha boca encheu d'água. Corri para o terminal, lá dentro, uma moça vendia bombons feitos em casa, dentro deles havia um misterioso recheio: uva, morango, doce de leite, sei lá, tudo isso com alguns megatons de calorias. Enfiei meu fone de ouvido e dá-lhe ouvir música, mas parece que entoam mantras: foooome, foooome, fooome. Entrou uma senhora carregando um isopor, o cheiro já denunciava, haviam dezenas, quem sabe centenas de coxinhas lá dentro. Cheguei no trabalho exausto, como é dificil viver apartado de comida, quando se vive em uma sociedade em que os maiores prazeres abundam pelas ruas e calçadas, assim, a olhos vistos. Tive receio de entrar de sopetão na sala dos professores, há uma espécie de zona proibida agora, o c...
Um ano, exatamente um ano estou voltando a postar alguma coisa no meu blog. Bem,ano passado assumi o projeto de passar no doutorado, fiz disso, a linha condutora do meu ano inteiro,dois eventos, dois artigos publicados, parece pouco né, mas pensem, atuando em dois trabalhos...E agora estou de volta,cheio de vontade escrever. Um ano que promete, as disciplinas do doutorado e o trabalho na PUC são algumas das novidades.